Diagnóstico e intervenção
O diagnóstico de TEA é clínico — não existe exame laboratorial ou de imagem que confirme a condição. Ele é feito por equipe multidisciplinar que pode incluir neuropediatra, psicólogo, psicopedagogo e fonoaudiólogo, com base na observação do comportamento e na história de desenvolvimento.
Os primeiros sinais podem ser observados a partir dos 12 a 18 meses de vida, embora muitas famílias busquem avaliação entre 2 e 5 anos. Quanto mais cedo o diagnóstico, mais efetiva é a intervenção.
O que a psicopedagogia faz no TEA
A psicopedagoga atua na avaliação dos aspectos cognitivos, de aprendizagem e comportamentais da criança. Na clínica de Daniela Ortega, a investigação de TEA integra Psicopedagogia, Fonoaudiologia e Neurociência, permitindo uma leitura ampla do desenvolvimento. Após o diagnóstico, a intervenção psicopedagógica trabalha habilidades de aprendizagem, comunicação e autonomia, enquanto a orientação familiar capacita os pais a apoiar o desenvolvimento no dia a dia.
A intervenção precoce muda trajetórias. Estudos mostram que crianças que iniciam acompanhamento antes dos 3 anos apresentam ganhos significativamente maiores em linguagem, cognição e habilidades sociais (Dawson et al., 2010).
Fontes e referências
- American Psychiatric Association. DSM-5: Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais, 5ª edição.
- CDC — Centers for Disease Control and Prevention. Autism Spectrum Disorder Data & Statistics, 2023.
- Sandin, S. et al. (2017). The Heritability of Autism Spectrum Disorder. JAMA, 318(12).
- Dawson, G. et al. (2010). Randomized, Controlled Trial of an Intervention for Toddlers With Autism. Pediatrics, 125(1).
- Ministério da Saúde do Brasil. Linha de Cuidado para a Atenção às Pessoas com TEA.