Sim, absolutamente. O chamado “autismo leve” corresponde ao Nível 1 de suporte do DSM-5 (Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais), classificado como “necessitando de apoio”. A palavra-chave é justamente essa: apoio. Mesmo que a criança fale bem, frequente escola regular e pareça “quase típica”, ela enfrenta desafios reais na comunicação social, na flexibilidade de comportamento e na regulação emocional.
Sem intervenção, essas dificuldades não desaparecem — elas se acumulam. A criança pode enfrentar problemas crescentes na escola, nas amizades e na autoestima. Estudos publicados no Journal of Autism and Developmental Disorders mostram que crianças com TEA Nível 1 que recebem acompanhamento precoce apresentam melhores resultados acadêmicos, maior independência social e menor risco de condições secundárias como ansiedade e depressão.
Acompanhamento não significa que a criança é “incapaz”. Significa que, com o suporte certo, ela pode desenvolver todo o seu potencial.